quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um Cão Andaluz



Lançamento: 1928 (França)
Direção: Luis Buñuel e Salvador Dalí 
Elenco: Pierre Batcheff,Simone Mareuil,Luis Buñuel,Salvador Dalí,Jaime Miravilles
Gênero:  Surrealismo /Comédia /Drama
Duração: 17 min  

 Sinopse:  Com fotografia em preto-e-branco e mudo,este filme é tratado como o ícone do cinema do descrito manifesto surrealista de André Breton, pois constitui uma importante tentativa de rompimento com toda a lógica e linearidade narrativa com forte apelo e referência à dimensão onírica. A idéia derivada dos próprios sonhos de Salvador Dali e Buñuel e complementada pela justaposição de imagens apontadas pelos dois, criou um curta cheio de imagens desconexas, e algumas até chocantes, como a do globo ocular de uma mulher sendo seccionado. O efeito causado nos espectadores foi a tentativa de achar uma lógica para imagens, criando uma série de interpretações, todas presas nos valores vigentes. A resposta estava no inconsciente.


O Fantasma da Liberdade

Lançamento: 1974 (França,Itália)
Direção: Luis Buñuel
Elenco: Julien Bertheau, Adriana Asti, Jean-Claude Brialy, Adolfo Celi
Duração: 102 min
Gênero:  Surrealismo /Comédia /Drama


Sinopse / análise : Fantôme, Fantasma. Do grego phântasma, aparição, visão, sonho. Essa é a primeira palavra do título do penúltimo filme de Luis Buñuel, O Fantasma da Liberdade. Já se disse que esse fantasma estaria fazendo referência lá à primeira sentença do "Manifesto Comunista": "Um fantasma ronda a Europa – o fantasma do comunismo". Mas parece que ainda podemos ir mais fundo no sentido se nos detivermos um pouco sobre a palavra ‘fantasma’. Aparição. Visão. Sonho. Todos esses sentidos sendo atrelados à liberdade. Porque o que vivemos hoje em sociedade está longe de ser uma experiência de liberdade, mas como o diretor apontou, estamos de tal modo presos às nossas "jaulas psíquicas a ponto de as preferirmos à liberdade, uma experiência e aspiração que tampouco entendemos ou desejamos". E o que Buñuel pretende é justamente mostrar a arbitrariedade voluntariosa que preenche a vida cotidiana; a maneira como, clamando não possuirmos nenhum mestre a nos mandar, nos tornamos escravos de nossos desejos, escravos cegos de nós mesmos. 

A liberdade só pode ser experimentada por nós pois, como aparição, visão ou sonho. E é sobre isso o Fantasma.... Assim como o espectro do comunismo assombrava a Europa lá pelos idos de 1850, o intento de Buñuel aqui foi o de soltar o fantasma da liberdade, levá-lo para as ruas, para o meio da sociedade do desejo burguesa que sempre foi seu alvo preferido.

O Fantasma da Liberdade é composto por esquetes que não tem muita ligação uns com os outros a não ser o fato de que todos denunciam as prisões a que estamos atados, prisões estas que se manifestam como convenções sociais. Um dos episódios mostra uma família sentada à mesa conversando; muito normal, se não fossem assentos sanitários ao invés de cadeiras o que se percebe ao redor dela. Quando sentem fome, vão até um quarto fechado, o que seria um banheiro, e lá fazem suas refeições. Antes do surrealismo, em O Fantasma da Liberdade, há uma "doce subversão", palavras do próprio Buñuel. Basta lembrarmos que na Idade Média, por exemplo, existia realmente uma cadeira com um orifício no meio do assento, embaixo da qual se posicionava estrategicamente um penico, de modo que aqueles que participassem de um banquete pudessem, digamos, se aliviar sem que precisassem deixar a mesa. 

(Fonte: Contracampo)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

1984



Lançamento: 1984 (Inglaterra)
Direção: Michael Radford

Elenco: John Hurt, Suzanna Hamilton, Richard Burton
Duração: 113 minutos

Gênero: Drama



Sinopse: Depois da guerra atômica, o mundo foi dividido em três estados e Londres é a capital da Oceania, dominada por um partido que tem total controle sobre todos os cidadãos. Winston Smith é um humilde funcionário do partido e comete o atrevimento de se apaixonar por Julia, numa sociedade totalitária onde as emoções são consideradas ilegais. Eles tentam escapar dos olhos e dos ouvidos do "Big Brother", sabendo das dificuldades que teriam que enfrentar. Aqui, tudo funciona: 1984, o filme, nada deixa a dever a 1984, o clássico de George Orwell. E esta é uma das grandes virtudes tanto do roteiro como da direção de Michael Radford. Diante da grandiosidade do livro, seria extremamente fácil que o filme soasse vazio, medíocre. Mas, ao contrário, a adaptação de Radford é provocante. Winston Smith é um funcionário do governo totalitarista liderado pelo "Grande Irmão", uma "entidade" que, através de telões, controla a privacidade de todos os cidadãos do país. Certo dia, ele recebe um bilhete de uma bela garota, Julia, a quem conhecia de vista: "Eu Te Amo", lê, espantado. A partir daí, Winston passa a sair com a garota, desafiando as leis do país, que aboliram o orgasmo e incentivam a inseminação artificial. Winston e Julia desafiam, com seu amor, o próprio Sistema, que prega o ódio como maneira de subjugar seus oponentes. Prazeres simples (porém ilegais), tais como provar geléia com pão e beber café "de verdade", passam a fazer parte da rotina do casal, que redescobre o valor da fidelidade e do calor humano.

O Labirinto do Fauno (2006)



Lançamento: 2006 (México, Espanha, EUA)
Direção: Guillermo del Toro
Elenco: Ivana Baquero, Doug Jones, Sergi López, Ariadna Gil.
Duração: 112 min
Gênero: Suspense

Sinopse: O filme tem como cenário a Espanha Franquista, cinco anos após a Guerra Civil Espanhola, e narra a história de uma menina, Ofélia, que parte com a mãe para um acampamento militar onde seu novo marido, um sanguinário capitão franquista, combate rebeldes anarquistas e republicanos escondidos na floresta.
Nesse cenário violento, Ofélia encontra um labirinto onde vive um fauno. O Fauno, após examiná-la, afirma ser ela a princesa desaparecida do reino subterrâneo do qual o labirinto é apenas o portal. Para conseguir voltar para seu mundo, Ofélia é, então, obrigada a executar três tarefas dadas pelo Fauno e em meio a tudo isso, sua mãe também está grávida do general, que nutre desprezo por ela, em um filme que mistura fantasia com realidade.
A primeira tarefa se trata de recuperar uma chave encantada, engolida por um enorme sapo que habita sob um antigo carvalho na floresta das redondezas do acampamento. Após alimentar o sapo com três pedras especiais, Ofélia, orientada por um livro mágico dado pelo fauno, consegue retirar a chave de uma gosma gelatinosa que a criatura vomita ao morrer abruptamente. Volta para casa com o vestido novo enlameado e sua mãe lhe dá um sermão por causa disso, dizendo que está muito decepcionada com Ofélia, e depois retira-se, momento em que aparece uma das fadas de estimação do fauno para saber as novidades da tarefa.
A garota lhe conta que já encontrou a chave e pede para que ela leve-a até o labirinto. Mais tarde, naquela noite, estando a primeira tarefa cumprida, o fauno parabeniza Ofélia e entrega-lhe um pedaço de giz branco, necessário para a segunda tarefa, sem muitas explicações. De manhã, ela acorda mais cedo e abre novamente o livro mágico, a espera de descobrir o que deve fazer. As páginas do livro então sagram abundantemente e a mãe de Ofélia sofre uma grave complicação na gravidez logo em seguida.

A Queda! As Últimas Horas de Hitler (2004)



Lançamento: 2004 (Alemanha, Itália)
Direção: Oliver Hirschbiegel
Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch, Ulrich Matthes.
Duração: 156 min
Gênero: Drama


Sinopse: Abril de 1945, Adolf Hitler, sua amante e seus principais acessores estão escondidos em um abrigo subterrâneo construído em plena Berlim. Os soviéticos avançam tomando a cidade com fúria. O som das explosões se aproxima e marca o fim do líder nazista e da 2º Guerra Mundial. Doente, louco e irritado, acompanhamos Hitler em sua intimidade. Seu aniversário, decisões insanas de destruição, seu casamento e o derradeiro suicídio. Sob os olhos da secretária do ditador, temos uma visão de quem foi este homem que mudou a história da humamidade pra sempre. Com cenas de guerra fantásticas, “A Queda” tem seu roteriro baseado em relatos de Traudl Fest, secretária pessoal de Hitler, e no livro do escritor Joachin Fest, a maior autoridade mundial em nazismo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O incrível exército de Brancaleone (1966)



Lançamento: 1966 (Itália)
Diretor: Mario Monicelli
Elenco: Vittorio Gassman, Folco Lulli, Gian Maria Volonté, Catherine Spaak, Maria Grazia Bucella, Barbara Steele, Carlo Pisacane
Gênero: Comédia
Duração: 116 min


Sinopse: Este clássico do cinema italiano, retrata os costumes da cavalaria medieval através de uma demolidora e bem humorada sátira. A figura central é Brancaleone, um cavaleiro atrapalhado que lidera um pequeno e esfarrapado exército, perambulando pela Europa em busca de um feudo. Trata-se de uma paródia a D. Quixote de Cervantes.
O filme consegue ser hilário, mesmo na reconstituição dos aspectos mais avassaladores da crise do século XIV, representados pela trilogia "guerra, peste e fome". Utilizando-se sempre da sátira, o filme de Monicelli focaliza a decadência das relações sociais no mundo feudal, o poder da Igreja católica, o cisma do Oriente e a presença dos sarracenos.

Contexto Histórico: A Baixa Idade Média estende-se do século XI ao XIV, caracterizando a crise do feudalismo.
O processo de decadência do sistema feudal tem origem nas próprias contradições inerentes a qualquer modo de produção. No século XI, com a necessidade de aumentar a produção de alimentos, os senhores feudais aumentaram a exploração sobre os servos, que iniciaram uma série de revoltas e fugas, agravando a crise já existente.
As cruzadas entre os séculos XI e XIII representaram um outro revés para o feudalismo, já que Jerusalém não foi reconquistada pelos cristãos e o cristianismo não foi reunificado, com as igrejas Católica Romana e Ortodoxa permanecendo separadas. A reabertura da navegação no Mediterrâneo entre Oriente e Ocidente (principal desdobramento das Cruzadas), resultou no crescimento de relações econômicas mais dinâmicas, representadas pelo Renascimento Comercial e Urbano.
O trinômio "guerra, peste e fome", que marcou o século XIV, afetou tanto o feudalismo decadente, como o capitalismo nascente. A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre França e Inglaterra devastou várias regiões da Europa, enquanto que a "peste negra" eliminou cerca de 1/3 da população européia. A destruição dos campos, devastando plantações e rebanhos, trouxe a fome e a morte.
Nesse contexto de transição do feudalismo para o capitalismo (passagem da Idade Média para Moderna), além do desenvolvimento do comércio monetário, notamos transformações sociais, com a projeção da burguesia, políticas com a formação das monarquias nacionais, culturais com o antropocentrismo e racionalismo renascentistas, e até religiosas com a Reforma Protestante e a Contra Reforma. Nota-se ainda, o início do processo de expansão ultramarina, que abrirá os horizontes comerciais para os Estados europeus fortalecendo tanto a burguesia como os monarcas absolutistas.

sábado, 12 de novembro de 2011

Arquitetura da Destruição


Lançamento: 1989 (Suécia)
Direção: Peter Cohen
Narração: Bruno Ganz
Duração: 121 minutos
Gênero: Documentário

Sinopse: Arquitetura da Destruição está consagrado internacionalmente como um dos melhores estudos já feitos sobre o nazismo no cinema. O filme de Peter Cohen lembra que chamar a Hitler de artista medíocre não elimina os estragos provocados pela sua estratégia de conquista universal. O veio artístico do arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão absoluta à sua megalomania.
Hitler queria ser o senhor do universo, sem descuidar de nenhum detalhe da coreografia que levava as massas à histeria coletiva a cada demonstração.
O nazismo tinha como um dos seus princípios fundamentais a missão de embelezar o mundo. Nem que, para tanto, destruísse todo o mundo.

Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards) - 2009



Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Eli Roth, BJ Novak, Mike Myers, Michael Fassbender, Diane Kruger, Til Schweiger, Julie Dreyfus
Duração: 162 min
Gênero: Ação / Aventura



Sinopse: No primeiro ano da ocupação da França pela Alemanha, Shosanna Dreyfus testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Waltz).
Shosanna escapa por pouco e parte para Paris, onde assume uma identidade falsa e se torna proprietária de um cinema.
Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Pitt) organiza um grupo de soldados americanos judeus para praticarem atos violentos de vingança. Posteriormente chamados pelo inimigo de “os Bastardos”, o esquadrão de Raine se une à atriz alemã Bridget von Hammersmark (Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. O destino conspira para que os caminhos de todos se cruzem em um cinema, onde Shosanna pretende colocar em prática seu próprio plano de vingança.